Janelas de Memória

Em cada Janela, uma história. Clique e espie!

janelas de memória – ueim

Por meio do estudo dos objetos é que damos formas a conhecimentos que sempre estiveram aí, caminhando pela estrada da História, equilibrando-se nas sapatilhas dos conceitos, em uma tentativa de moldar o mundo. Mas esse molde, como todo sapato novo, depende muito dos pés de quem os calça, e o conhecimento, nesse sentido, não pode ser pensado como algo já dado, mas como algo que depende da interação, da ação e intervenção humana. A História se cria na união do que é dado, por meio dos objetos a que temos contato e do modo como olhamos para eles, banhado por toda informação e experiência que acumulamos ao longo da vida.

Os museus e acervos, nesse sentido, existem como centros históricos de documentação e arquivos de objetos das mais variadas formas e estão diretamente ligados não somente à ideia de preservação de memórias como também de narrativas em movimento, funcionando como verdadeiras janelas que, ao serem abertas por diferentes pessoas, emolduram novas paisagens, fazendo surgir inúmeras formas de olhar o mundo, refletidas em cada um desses objetos inventariados em Coleções ou apresentados em Exposições  – ferramentas de mediação entre o passado e o presente.

E você, conhece alguma dessas janelas?

A UEIM – Unidade Especial de Informação e Memória – é um deles e existe no interior do prédio do CECH, na área Sul do campus da UFSCar em São Carlos. Seu trabalho é recuperar, preservar e disseminar memórias culturais nacionais e regionais, repensando a noção de posse ao proporcionar a oportunidade de novos encontros, para além do tempo e do espaço, de pessoas que, por diversas razões, têm algo em comum/estão em relação, contribuindo para a dinâmica social ao transformar suas Coleções em patrimônio universal.

E sabe o que torna a UEIM tão especial? É justamente o cuidado para que, a cada janela que se abrir, novos olhares possam ter a oportunidade de se cruzar, atravessados por seus mais variados objetos, suscitando sensações, sentimentos, concepções, fantasias de momentos que, um dia, já foram privados e que agora podem ser transmitidos em livres movimentos e interpretações, fazendo surgir novos universos insulares.

Se a memória está fragmentada em momentos passados, é justamente sua lembrança, a partir do presente, que a remonta, fazendo-a viver. O novo olhar sobre um acontecimento reconstrói a História, remexe e remonta um passado, e então descobrimos que as memórias não são momentos estanques, não são apenas parte de um passado linear, mas que o que existe são perspectivas, recriações, encontros.

Assim se pretende este Projeto: uma janela aberta entre tempos, mundos e pessoas.

dez 2015

janela precisa

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